PUC-Rio

Jornal/Revista: Jornal do Brasil
Data de Publicação: 17/10/2004
Autor/Repórter:

SEM LEMBRANÇAS DO PASSADO

Herval Rossano refuta comparações entre as duas versões de 'A escrava Isaura'

Herval Rossano aceitou a missão de dirigir uma nova roupagem de A escrava Isaura, depois do estrondoso sucesso que a primeira versão atingiu, sob sua batuta. Agora, o experiente diretor quer incomodar.

- Fui desafiado pela Manchete para fazer a novela Dona Beja e obtive ótimos resultados. Não sou ninguém para criticar a Globo, é a fábrica de novelas mais conceituada do país. Mas tenho certeza que não vamos ficar devendo nada em recursos tecnológicos - diz Herval.

Quanto à primeira versão, o diretor assegura que não vai influenciar em nada o seu trabalho atual.

- Não me lembro da primeira versão. Foi uma das primeiras obras a cores, os recursos eram mínimos. Não dá para comparar - diz. - Envelheci e amadureci. Não vou fazer as mesmas bobagens. Posso cometer erros, mas serão diferentes.

Herval diz que foi essencial para trazer alguns nomes globais para o novo trabalho:

- Tivemos relutância de alguns nomes por causa da pouca tradição em novelas da Record, mas através do meu conhecimento e da confiança que depositaram em mim, consegui um elenco de primeira - diz. - Os atores que não vieram por medo, me fizeram um favor, porque consegui talentos maiores. Alguns fizeram exigências que não eram possíveis de serem cumpridas.

Herval foi famoso na época em que trabalhava na Rede Globo por implementar o horário das 18h, exibindo sempre adaptações de textos clássicos da literatura brasileira. Na Record, quer apostar na mesma faixa de horário.

- Nós sabemos que se entrássemos às 20h teríamos que competir com um produto mais ousado, com mais apelo, mais sensualidade. Mas quero fazer uma novela para a família, por isso o horário das 18h45 é ideal - acredita.

Fonte: Banco de Dados TV-Pesquisa - Documento número: 103172