PUC-Rio

Jornal/Revista: Jornal do Brasil
Data de Publicação: 1/11/1995
Autor/Repórter:

HUGO CHEGA AO BRASIL

Criança interfere no videojogo do herói, ligando para a CNT

A TV interativa chega ao mundo infantil. Depois de colocar espectadores para palpitar sobre o número da camisa do Romário, no Flamengo. e vender o diabo a quatro nos programas de Telemarketing, a CNT modernizou a programação, estreando, na ultima segunda-feira — às 11h30 e às 18h30 — o Hugo game, uma espécie de videojogo diário, via satélite. Ali, a gurizada interfere direto no futuro de seus heróis, utilizando apenas o telefone. O programa é dinamarquês, produzido pela Iteractive Television Entertainment (ITE) e agora adaptado ao estilo brasileiro pela Herbert Richers.

É meio difícil de explicar, mas vamos lá. Trata-se de um duendezinho (mais dinamarquês, impossível) chamado Hugo. Ele vive em seu lar, doce lar, cercado do carinho da mulher Hugolina (êpa!) e seus três filhotes, Rit, Rat e Rut. Ele são diariamente atormentados pela bruxa Maldícia. A missão do bom duende - e dos espectadores conectados - é ajudar a família a se livrar das garras do mal.

Na versão brasileira, Hugo é um robô, movimentado através de complexo sistema computadorizado acoplado a um ator, o que dá ao boneco feições e movimentos humanizados. Estão previstas as participações de três a seis concorrentes, que disputarão quem

chegará primeiro à caverna da bruxa.

Os vencedores receberão prêmios, que vão desde um kit Hugo a brinquedos especiais. Dois atores - Matheus Petinatti e Vanessa Vholker - comandam a festa, que tem trilha sonora assinada pelo ex-Mutante Sérgio Dias.

Na primeira semana, só convidados especiais participam da brincadeira. Depois (a partir de terça-feira, dia 7 de novembro) a interatividade atinge toda a galera. E tudo tão simples como no samba antigo: pelo telefone.

Fonte: Banco de Dados TV-Pesquisa - Documento número: 50229