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Jornal/Revista: ISTO É - Gente
Data de Publicação: 28/10/2004
Autor/Repórter: Dirceu Alves Jr.

A ESCRAVA ISAURA

Record mostra que está disposta a investir firme na dramaturgia

As novidades são poucas. A doce Isaura (Bianca Rinaldi, convincente) sofre feito uma condenada diante das maldades do sinhozinho Leôncio (o ótimo Leopoldo Pacheco), a trilha sonora ganhou apenas uma roupagem nova, e a direção de Herval Rossano não diferencia muito se a história está sendo gravada em 1976 ou 2004. A Escrava Isaura, segunda adaptação do romance de Bernardo Guimarães para a tevê, não ousa em nada. E acerta em quase tudo.

O público, cada vez mais carente de grandes melodramas, já aprovou a poderosa investida da Record. Estreou na segunda-feira 18 com 12 pontos no Ibope e fechou a primeira semana com média de 11 pontos, desbancando o SBT do segundo lugar. A Escrava Isaura tem cara de novela das antigas, daqueles tempos em que nem as superproduções pareciam superproduções. O texto de Thiago Santiago é correto e cheio de soluções folhetinescas, como a ótima cena em que Leôncio derruba Tomásia (Mayara Magri) da escadaria para que ela perca o filho dos dois.

Com um elenco afinado e essa boa receptividade, A Escrava Isaura promete trazer preocupações para a Globo, que oscila na audiência com Começar de Novo. Como estreou com uma frente de 39 capítulos, a produção teve tempo de caprichar nas semanas iniciais. Agora é ver se Rossano administra o cronograma e, assim, traz a grande novidade de A Escrava Isaura: mostrar a Record como forte produtora de novelas.

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Fonte: Banco de Dados TV-Pesquisa - Documento número: 103574