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Nova Consulta

Jornal/Revista: O Globo
Data de Publicação: 19/12/2004
Autor/Repórter: Simone Mousse

O PRIMEIRO PROTAGONISTA

A ficha, conta Theo Becker, ainda não caiu. Fazendo seu primeiro protagonista, o ex-paquito da Xuxa diz que somente com mais capítulos no ar vai ter a noção real da dimensão de Álvaro, seu personagem em “A escrava Isaura”, da Rede Record.

— Todas as cenas que foram ao ar até agora eu gravei no primeiro dia de trabalho. Eu ainda não estava tão seguro dentro do personagem. No terceiro dia de gravação, já estava me sentindo bem. Fui evoluindo — acredita ele.

Esta semana, Álvaro e Isaura (Bianca Rinaldi) vão se ver pela primeira vez. E se apaixonar instantaneamente.

— É a história de amor mais linda que existe no mundo. Eu já vi romances bonitos em novelas, mas nenhum consegue ter a força que este tem — arrisca o ator. — Álvaro é um dos mocinhos mais ricos que existe, o texto dele é meio shakesperiano. É um cara romântico, que procura um amor verdadeiro e diz que só vai se casar com a mulher que tocar seu coração.

O problema é que Álvaro encontrará Isaura a caminho da casa da futura noiva, Branca (Renata Dominguez). E a escrava fugida será, digamos, a resposta dos céus aos apelos do mocinho.

— Antes de pedir a mão da Branca em casamento, Álvaro resolverá dar um último passeio a cavalo. E pedirá um sinal qualquer de que vai fazer a coisa certa. Aí aparecerá Isaura. Ele vai achar que ela é uma fada mandada pelos céus. Vai ser amor à primeira vista, ele voltará para casa decidido a não se casar e enfrentará a mãe — conta Theo, que confessa: — É lógico que eu acredito em paixão assim!

Apesar de amar o rapaz, Isaura não terá, por enquanto, coragem de contar a história de sua vida. Ela inventará uma mentira e dirá que se chama Elvira. Mas, quando descobrir a verdade, Álvaro vai lutar contra o vilão, Leôncio (Leopoldo Pacheco).

— Meu personagem é abolicionista, forte, não se deixa abater por nada. E vai ser a pessoa que sentirá mais ódio de Leôncio — diz o ator, que garante não se preocupar com as comparações com o Álvaro vivido por Edwin Luisi há quase 30 anos. — Confesso que ainda não ouvi ninguém falando deste assunto. E só tenho recebido elogios. Não assisti à primeira versão (escrita por Gilberto Braga e exibida pela Rede Globo em 1976) , só li o livro homônimo do Bernardo Guimarães.

Esta também é a estréia de Theo em trabalhos de época. Ele, que fez o nadador Caio Mendes de “Celebridade”, conta o que é mais complicado neste tipo de produção:

— Há palavras que a gente tem que ver no dicionário, senão não entende nada. Acha que está falando uma coisa e é outra. Por outro lado, é muito prazeroso, porque a gente se sente mesmo transportado para outro tempo.

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Fonte: Banco de Dados TV-Pesquisa - Documento número: 105149