PUC-Rio

Voltar

Nova Consulta

Jornal/Revista: O Globo
Data de Publicação: 16/07/2006
Autor/Repórter: Elizabete Antunes

‘PAIXÕES PROIBIDAS’ NA BANDEIRANTES

Cenas picantes vão rechear a próxima novela da Band, “Paixões proibidas”, que tem estréia prevista para a segunda quinzena de novembro. Quem adianta o que o público verá é o diretor de teledramaturgia, Ignácio Coqueiro, de 49 anos. Ele conta, porém, que não gosta de constranger seus atores. Por isso, não haverá situações chocantes, mas um “belo nu”, como diz, estará no script .

— O horário nos permitirá isso — explica ele, que substituiu Herval Rossano, atualmente no SBT.

A produção, que será exibida às 22h, é fruto da parceria inédita da Band com a portuguesa RTP. A trama é uma adaptação livre de três obras do português Camilo Castelo Branco: “Amor de perdição”, “Mistérios de Lisboa” e “O livro negro do padre Dinis”. O folhetim se passará em 1805 e falará sobre relacionamentos e traições. O elenco já está quase fechado.

— Convidei gente da Globo e muitos atores me ligaram também. As pessoas confiam em mim — diz Coqueiro, que trabalhou durante 28 anos na Rede Globo e é casado com Christiane Torloni. — E ainda estarei lançando alguns nomes. O elenco não será feito de sobras.

Já confirmados estão Antônio Grassi, Flávio Galvão, Adriano Reis, Celso Frateschi, Miguel Thiré e Leonardo Carvalho, o Edmilson de “Belíssima”. Ainda se juntarão a este time oito atores portugueses. Entre eles, Virgílio Castello, que acumulará a função de diretor do projeto pela RTP.

Até agora a dificuldade de Coqueiro é encontrar cenários que retratem a época da trama. Ele já fez duas viagens a Portugal. Cidades como Lisboa e Coimbra estão no roteiro. As gravações começarão por lá, em 15 de setembro.

— Vamos gravar cenas para 50 capítulos — diz ele, que também escolheu o Castelo de Montemor, em Montemor-o-Velho — Essa busca por locações é difícil. Em Coimbra, por exemplo, há muita poluição visual. Também fui a Barra do Piraí (Sul fluminense) ver fazendas.

No Rio, onde ficam os estúdios, os trabalhos serão tocados a partir de outubro.

— E, para externas, aqui há mais possibilidades. Temos praias desertas, montanhas, lugares descampados — diz Coqueiro, que contará com uma verba inicial de US$ 120 mil. — Depois, por capítulo, deve cair para US$ 50 mil.

Sobre a sua saída da Globo, Coqueiro conta que, depois de ficar à frente do “Caldeirão do Huck” por três anos, sentiu vontade de contar histórias, de fazer novelas.

— Gostei de fazer o “Caldeirão”. O Luciano é um parceirão, mas é um programa de variedades. Tinha que pensar em brincadeiras, além de ver se havia dinheiro para viabilizá-las. Eu me senti um fruto apodrecendo no pé. Quis mudar — diz o diretor.

Voltar

Fonte: Banco de Dados TV-Pesquisa - Documento número: 122041