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Nova Consulta

Jornal/Revista: Jornal do Brasil
Data de Publicação: 07/04/1993
Autor/Repórter:

NOVELA DA MANCHETE

Governo ouve outra proposta de funcionários

Um consórcio de sindicatos, entidades da sociedade civil e empresas poderá comprar a TV e a Rádio Manchete. Alguns grupos já demonstraram aos funcionários das empresas interesse em adquirir a concessão de televisão, como os sindicatos dos bancários de São Paulo e São Bernardo - ambos filiados à CUT - a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), representando as entidades da sociedade, e o Banco Pactual, liderando as empresas.

Ontem, funcionários da Re de Manchete e o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Américo Antunes, pediram ao ministro do Trabalho, Walter Barelli, a cassação da concessão da TV e da Rádio Manchete ao empresário Hamilton Lucas de Oliveira. Segundo eles, há respaldo legal para isto, pois a concessão é pública e Hamilton não está pagando salários nem impostos. No Rio, os funcionários da rede aguardam o pagamento desde dezembro; em São Paulo, desde fevereiro; e em Brasília, o salário de março ainda não foi pago.

Além do afastamento de Hamilton Lucas de Oliveira, a proposta que os trabalhadores levaram a Barelli propõe uma administração de transição até que seja aberta nova licitação pública e outro grupo compre a rede. A transição seria conduzida por funcionários da TV e da rádio em conjunto com o governo. Para tanto, o Banco Pactuai irá fazer um estudo de viabilidade econômica da rede e sugerir algumas formas de gestão para este período.

Os trabalhadores rejeitam a possibilidade de Adolfo Bloch voltar a comandar a rede. ''Ele já deu demonstrações de que não tem condições de gerir a Manchete", disse o presidente da Fenaj. Pelo acordo firmado entre Bloch e Hamilton, o controle acionário da empresa seria dividido da seguinte forma: 70% para Hamilton Lucas de Oliveira, 18% para o grupo DCI e 12% para Bloch. ''Agora queremos começar do zero'', revelou Américo Antunes.

Um consórcio de sindicatos, entidades da sociedade civil e empresas poderá comprar a TV e a Rádio Manchete. Alguns grupos já demonstraram aos funcionários das empresas interesse em adquirir a concessão de televisão, como os sindicatos dos bancários de São Paulo e São Bernardo - ambos filiados à CUT - a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), representando as entidades da sociedade, e o Banco Pactual, liderando as empresas.

Ontem, funcionários da Re de Manchete e o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Américo Antunes, pediram ao ministro do Trabalho, Walter Barelli, a cassação da concessão da TV e da Rádio Manchete ao empresário Hamilton Lucas de Oliveira. Segundo eles, há respaldo legal para isto, pois a concessão é pública e Hamilton não está pagando salários nem impostos. No Rio, os funcionários da rede aguardam o pagamento desde dezembro; em São Paulo, desde fevereiro; e em Brasília, o salário de março ainda não foi pago.

Além do afastamento de Hamilton Lucas de Oliveira, a proposta que os trabalhadores levaram a Barelli propõe uma administração de transição até que seja aberta nova licitação pública e outro grupo compre a rede. A transição seria conduzida por funcionários da TV e da rádio em conjunto com o governo. Para tanto, o Banco Pactuai irá fazer um estudo de viabilidade econômica da rede e sugerir algumas formas de gestão para este período.

Os trabalhadores rejeitam a possibilidade de Adolfo Bloch voltar a comandar a rede. ''Ele já deu demonstrações de que não tem condições de gerir a Manchete", disse o presidente da Fenaj. Pelo acordo firmado entre Bloch e Hamilton, o controle acionário da empresa seria dividido da seguinte forma: 70% para Hamilton Lucas de Oliveira, 18% para o grupo DCI e 12% para Bloch. ''Agora queremos começar do zero'', revelou Américo Antunes.

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Fonte: Banco de Dados TV-Pesquisa - Documento número: 21200