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Nova Consulta

Jornal/Revista: Jornal do Brasil
Data de Publicação: 14/05/1994
Autor/Repórter: Mônica Soares

ATRIZ QUER FUGIR DOS ESTEREÓTIPOS

Ela ainda não conseguiu livrar-se das personagens com o estereótipo de mulher elegante e requintada, mas dessa vez espera algo mais de Letícia, personagem central de Tropicaliente. Sílvia Pfeiffer, 37 anos, há seis na carreira de atriz e há 17 na profissão de manequim não é assim tão cool quanto se costuma dizer. Do tipo sério e sempre tranqüila, ela ilumina o ambiente sempre que sorri, e talvez esteja aí o seu mistério. Como mulher, faz o gênero simples e discreta, o ar elegante é natural. Como profissional, é do tipo disciplinada e exigente, mas que não abre mão de seus direitos.

Depois da fria e sórdida Isadora Venturini, que o público aprendeu a odiar em Meu bem, meu mal, Sílvia enfrenta agora uma outra ricaça, porém bem mais doce. "O aspecto externo dessa mulher eu já conheço: é o papel da mulher chique, bem nascida, que se veste bem e tem problemas com filhos adolescentes. Mas os dados internos, digamos assim, dessa mulher é o que me interessa. Letícia sequer se conhece, ela não é bem resolvida,, é completamente frágil, frustrada profissionalmente e familiarmente. Tenta se resolver, mas não tem forças, pois tem muitas dificuldades de se relacionar'', afirma.

Sílvia não nega que gostaria de fugir das mulheres ligadas à imagem de luxo e elegância, mas aprendeu a esperar com tranqüilidade o momento certo para que as coisas aconteçam na TV. "A televisão funciona assim mesmo, aproveitando o biotipo do ator. No meio dessas mulheres requintadas que fiz também pude mostrar trabalhos opostos como na minissérie Boca do lixo e no Você decide. Aos poucos eu chego lá", sonha a bela Sílvia Pfeiffer.

A mulher que todos imaginam "inatingível" tem projetos bem simples e definidos em sua vida. A família é o principal deles. "As pessoas fazem uma imagem idealizada de mim, mas nesse papel que me arrumaram sou uma pessoa bem normal, com os problemas cotidianos que toda mulher enfrenta, tentando sobreviver num lugar difícil", explica.

E o dia-a-dia de Sílvia Pfeiffer não é moleza, tendo que dividir o tempo de gravações com o pequeno Nicholas, seu bebê de 6 meses, e a filha Emanuelle, que está com 9 anos. "Eu tive uma infecção séria depois do parto e parei de amamentar. Mas graças a Deus meu filho hoje está fortão. O que me angustia é que as gravações no Rio passam muito da hora e eu tenho ido à Fortaleza mais do que o combinado. Para aceitar a novela a minha condição foi que reduzissem as minhas externas e isso não está acontecendo. Mas a gente chega lá", garante. Ela sabe o que diz.

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Fonte: Banco de Dados TV-Pesquisa - Documento número: 25075