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Nova Consulta

Jornal/Revista: Jornal do Brasil
Data de Publicação: 20/04/1996
Autor/Repórter: Marili Ribeiro

JOVENS A MIL POR HORA

Foi dada a largada para a mininovela Colégio Brasil,

Tudo é incerto em relação à novela jovem que o SBT encomendou à produtora independente Fábrica de TV, comandada pelo ex-diretor da Globo Roberto Talma. Não há data, horário ou até mesmo nome definido para a trama que deve encantar, especialmente, os adolescentes. Nem mesmo a extensão da novela está plenamente decidida. ''Em princípio faremos 90 capítulos, mas o SBT está falando em aumentar", conta o sócio de Talma na produtora, José Paulo Vallone. De certo mesmo, existem os sete capítulos prontos e o fato de a agitada história - escrita em parceria por Yoya Wursch e o próprio Talma - estrear em algum dia da primeira quinzena de maio.

Nos estúdios da Fábrica de TV, um ritmo frenético envolve os atores na novela, provisoriamente batizada de Colégio Brasil. Todas as aventuras giram em torno de um colégio tradicional à beira da falência. O mundo escolar se divide entre os que tomam conta da garotada, o núcleo de atores adultos, e os alunos de primeiro e segundo grau, boa parte estreante recrutada entre inúmeros candidatos que apareceram para os testes. Patrícia de Sabrit é uma das raras contratadas jovens que já fez novela. Entre a turma dos maduros estão o diretor do colégio, vivido por Edwin Luisi, o galã-professor de Literatura (Guiseppe Oristaneo) e as vilãs chefe de disciplina (Maria Padilha) e a secretária (Cláudia Lira). Mas tem ainda um personagem misterioso incorporado por Taumaturgo Ferreira, que faz um rapaz abandonado que vive na escola, e a engraçada professora de inglês (Ítala Nandi).

Apontando como uma versão de Malhação, cujo projeto original desenvolvido na Globo coube inicialmente a Roberto Talma, muitos não concordam com essa pecha. "Acho que a trama dominante em Malhação é da garotada, o que não acontece aqui no nosso colégio, onde o drama dos adultos tem vez'', explica Maria Padilha, encantada com a vilã problemática que está vivendo. "Ela tem muitos problemas como o filho que a abandonou''.

Outro que não gosta de paralelos com novelas globais é o sócio Vallone. "É uma trama independente que não tem nada de Malhação ou de Carrossel", diz. A investida numa produtora independente que pretende centrar sua atuação em novelas não é nada fácil. "Foi uma luta. Levamos seis meses para conseguirmos montar o projeto", conta Vallone. A maior dificuldade está de um lado na formação do elenco "porque todas as pessoas sondadas por nós tiveram seus contratos renovados até o ano 2001 com a Globo, mesmo sem qualquer perspectiva de trabalho para já", reclama o sócio de Roberto Talma. Entre as atrizes sondadas estiveram Maitê Proença e Maria Zilda. O outro pólo de problemas é o dos autores que estão amarrados através de contratos de exclusividade.

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Fonte: Banco de Dados TV-Pesquisa - Documento número: 91130