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Jornal/Revista: Zero Hora
Data de Publicação: 15/02/2004
Autor/Repórter: Rodrigo Teixeira

REFORÇO NA TORCIDA POR "CIDADE DE DEUS''

O SBT finalmente ganhou no milhar. Desde 2000, quando recomeçou a transmitir a festa de entrega do Oscar, nenhum filme brasileiro havia sido indicado. Mas valeu a insistência de Silvio Santos, pois no próximo dia 29, o Brasil concorre a nada menos que cinco estatuetas - quatro para o filme Cidade de Deus e uma para Gone Nutty, desenho de animação assinado por Carlos Saldanha. Na contramão da sorte do SBT, o Telecine transmitiu a festa por nove anos seguidos - de 1994 a 2002 - e abriu mão da exclusividade entre os canais por assinatura no ano passado. Quem herdou os direitos foi o TNT, que retransmite o sinal da rede americana ABC.

- As indicações de Cidade de Deus tornaram mais atraente a exibição do Oscar. É um orgulho mostrar este evento com exclusividade para os brasileiros - comemora Eduardo Barrieu, diretor de marketing do SBT.

A emissora já tem a equipe definida para comandar a festa que se realiza no Kodak Theater, em Los Angeles. A apresentação ficará a cargo da jornalista Maria Cândida, que estréia na função, e os comentários serão de Rubens Ewald Filho, que há 21 anos mostra seu conhecimento em transmissões do Oscar. A emissora ainda estuda a possibilidade de enviar uma repórter a Los Angeles.

- O Oscar este ano é especial, pois desde 1986 um filme ligado ao Brasil não tinha tantas indicações - ressalta Rubens, referindo-se a O Beijo da Mulher Aranha, produção internacional de Hector Babenco, que concorreu a quatro estatuetas e levou a de melhor ator para o americano William Hurt.

A certeza de que a audiência do SBT deve ser boa no Oscar de 2004 é tanta que a emissora conseguiu vender as cotas de patrocínio da transmissão com um mês de antecedência. O SBT ainda vai mostrar eventuais erros ou acidentes que ocorram na cerimônia antes de os americanos verem. É que a rede ABC vai exibir as imagens nos Estados Unidos com alguns segundos de atraso para realizar uma censura prévia. A tática da emissora é para evitar constrangimentos como o ocorrido com Janet Jackson durante a transmissão ao vivo do Super Bowl, em que a cantora deixou aparecer um dos seios.

A jornalista e apresentadora Maria Cândida afirma que vai ser difícil manter a neutralidade na hora da apresentação:

- Claro que o jornalista tem de ser neutro, mas não tem como não torcer para o Brasil.

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Fonte: Banco de Dados TV-Pesquisa - Documento número: 94758