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Jornal/Revista: O Estado de S. Paulo
Data de Publicação: 20/05/2004
Autor/Repórter: Carol Knoploch

RECORD QUER RUBENS DE FALCO PARA NOVA 'ESCRAVA ISAURA'

Mas versão terá de evitar semelhanças com a adaptação da Globo; base será o livro original

Conforme antecipou ontem o portal do Estado na internet, a próxima novela da Record será Escrava Isaura, trama que foi ao ar pela Rede Globo em 1976 e que retratava a escravidão no Brasil do século 19. Herval Rossano, que acaba de tomar posse como diretor de teledramaturgia da Record, foi o diretor-geral daquele que é, até hoje, o folhetim brasileiro mais vendido para o mundo todo, com adaptação de Gilberto Braga para o romance homônimo de Bernardo Guimarães.

"Os direitos da obra são internacionais. A Globo tem os direitos em relação à novela de Gilberto Braga", comenta Herval Rossano, que terá Ana Maria Nunes, diretora de teatro, e mais um nome - a ser definido - para escrever a novela. Contou que pretende colocar em cena ninguém menos que Rubens de Falco. É claro que ele não será Leôncio outra vez, se bem que o ator nunca se livrou da associação com o vilão, um senhor de escravos que maltratava a mocinha, uma escrava branca, só por não ser correspondido em seu amor.

"O Rubens pode ser o pai do Leôncio, o comendador Almeida (interpretado por Gilberto Martinho em 76)", sugere Herval. Para o papel-título, o diretor não quer uma atriz novata, como era o caso de Lucélia Santos quando ela estrelou a novela.

Escrava Isaura terá produção da própria Record, que atualmente exibe Metamorphoses, co-produção com a Casablanca. A produtora, aliás, não deve ter seu contrato renovado com a Record nem para o seriado A Turma do Gueto - o último episódio vai ao ar na segunda-feira. A vaga do programa deverá ser ocupada por filmes, produto que motivou a ida do diretor de programação e artístico da emissora, Hélio Vargas, para a feira de TV que começa hoje em Los Angeles (Estados Unidos).

Enquanto isso, Herval Rossano vai montando a equipe para Escrava Isaura, que segundo ele, será toda gravada em São Paulo - a primeira versão foi feita na cidade de Conservatórios e fazendas da região de Vassouras, no Rio.

Foi Escrava Isaura que consolidou a novela brasileira no mercado internacional. Em 2002, já tinha sido vendida para mais de 80 países, entre eles a União Soviética e Cuba. Na Polônia, fizeram até um concurso para encontrar sósias de Isaura e Leôncio.

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Fonte: Banco de Dados TV-Pesquisa - Documento número: 97895