PUC-Rio

Jornal/Revista: O Dia
Data de Publicação: 08/03/1992
Autor/Repórter: Thereza Clark

DRAMALHÃO EM RITMO DE TANGO NO SBT

Mais um drama latino estréia no SBT. Desta vez é a novela argentina A Estranha Dama, com Luiza Kuliok fazendo o papel-título da sofredora Giana Falconi, que acaba se transformando em Irmã Piedade. Parece confuso? E simples. Gina espera um filho de Marcelo Ricciardi (Jorge Martinez), sua grande paixão. Porém, ele acaba se casando com outra mulher. Ela quase morre no parto e entrega a filha, Viviane, às freiras de um convento. Agonizante, revela o nome do pai, o que possibilita que a criança seja entregue a Marcelo. Mas Gina se recupera e entra para o convento. No dia em que vai fazer seus votos para Madre Superiora, Marcelo a procura dizendo que está viúvo e quer refazer a vida com ela. A Igreja proíbe. Gina, agora Irmã Piedade, já está casada com Cristo.

Os desencontros não param por aí. A história escrita por N. Vieyra e D. Delbene; baseada na versão original de Lucy Gallardo, fez a Argentina parar no horário das 18h para acompanhar o dilema entre fé e tentação, vivido pela personagem da atriz Luiza Kuliok. Irmã Piedade largará o hábito para viver sua grande paixão ou seguirá sua vocação religiosa que tanta paz lhe proporcionou? Essas perguntas foram responsáveis pelos 47 pontos de audiência no último mês em que a novela foi ao ar.

Mas onde entra a Dama Misteriosa nessa história? Vamos lá. Nomeada Madre Superiora do Convento de Adoração, Irmã Piedade, ou Gina, é procurada por uma jovem angustiada, porque seu pai não quer que ela se case com o homem que ama. Quem é a moça? Claro, Viviane, a filha de Gina. Através da menina, ela fica sabendo que Marcelo tem dúvidas a respeito de sua paternidade. Quando soube disso, Irmã Piedade resolveu procurá-lo para esclarecer tudo. Sem o hábito, ela procura Marcelo, primeiro naquela mesma noite. Depois em todas as outras, sempre que o sol se põe, bela e misteriosa, se escondendo nas sombras e saindo pela porta secreta.

Para quem gosta de dramas recheados de heroínas angustiadas, amores impossíveis, uma história que prometa um final feliz, ou tragédia com sabor de tango argentino, A Estranha Dama tem tudo para agradar. Já quem prefere uma trama tranqüila sem acontecimentos bombásticos, mas repleta de poesia e lirismo, até no mais corriqueiro diálogo, não convém trocar de canal. Melhor continuar acompanhando a evolução dos personagens de Manoel Carlos em Felicidade, na Globo, no mesmo horário. E uma questão de gosto. Tem pára todos.

Fonte: Banco de Dados TV-Pesquisa - Documento número: 18102